Os números são da AirHelp, uma startup criada com o intuito de facilitar a reclamação e o pagamento debp 310301202 indemnizações pelos respetivos lesados. De acordo com o tráfego nos aeroportos portugueses em 2013, as companhias aéreas teriam de devolver um total de 300 milhões de euros, se todos os passageiros afetados reclamassem o atraso ou cancelamento do voo.

De acordo com as normas europeias, voos com um atraso superior a 3 horas e situações de cancelamento ou overbooking devem ter uma compensação financeira que pode chegar até 600 euros por passageiro. Mas a esmagadora maioria dos viajantes não chega a reclamar o dinheiro.

“Estatisticamente, 2% dos voos levam a situações aptas a compensação e, segundo a nossa experiência, temos verificado que a compensação média paga pelas companhias é de 450 euros” explica Maria Tavares, representante da AirHelp em Portugal. “O problema é que existe uma grande falta de informação sobre as situações em que os passageiros estão aptos a receber compensações e quando estas lhes são dadas a conhecer, a maioria vê o moroso processo de reclamação como um entrave, desistindo ainda na fase inicial”.

É neste ponto que entra o serviço da empresa em que estão envolvidos jovens de várias nacionalidades.

Na verdade, reclamar não é complicado. Tudo aquilo que o passageiro tem de fazer é preencher um formulário online com os detalhes do voo. A equipa da AirHelp entra de seguida em contacto com a companhia para reclamar a compensação e encarrega-se de todo o processo, até aos tribunais, se for necessário.

Caso a AirHelp consiga obter a indemnização, esta empresa ficará com 25% do valor cobrado como comissão. No caso em que a reclamação não é aceite, o passageiro não tem de pagar nada.

As reclamações podem ser feitas até três anos depois do atraso ou cancelamento ter ocorrido. Já a duração de todo o processo depende da companhia. Segundo a AirHelp, há casos em que a resposta chega em 2 a 3 dias, outros em que o processo se arrasta por mais de 6 semanas. Enquanto espera por uma decisão, o passageiro vai sendo informado do estado da sua queixa por email.

Recorde-se que situações de causas externas à companhia, como greves ou condições meteorológicas não levam a compensações financeiras. Ainda assim, nestes casos e de acordo com as regras comunitárias, o passageiro tem direito a alojamento e refeições a cargo da respetiva companhia aérea.

Fonte: Dinheiro Vivo